O 11/09 e a Sociedade de Informação
Os meios tecnológicos que imperam na Sociedade da Informação revolucionaram a forma como vivemos, como nos relacionamos, como trabalhamos e até como nos distraímos. O desenvolvimento constante destes meios, como é parte intrínseca a qualquer mudança, trouxe benefícios mas também inaugurou uma nova forma de terror.
A massificação da infra-estrutura tecnológica forneceu uma valiosa ferramenta de desenvolvimento de uma nova forma de terrorismo que teve o primeiro grande impacto a 11 de Setembro de 2001.
Os sistema de telecomunicações, ligações sem fios com acesso aberto, controlo insuficiente dos meios e as possibilidades que, dificultam a identificação das fontes de informação ao mesmo tempo que facilitam a divulgação.
Correio electrónico, mailing lists, remetentes anónimos, newsgroups e outros meios facilitam essa troca e mantém os destinatários informados acerca do desenvolvimento das operações que estão a ser planeadas ou desenvolvidas. Toda uma panóplia de meios de fácil acesso aliados a actores cada vez mais sofisticados e cientes das potencialidades dos meios que utilizam
O que se passou no dia 11 de Setembro de 2001 nos EUA marcou de forma inequívoca a passagem para uma outra margem. Uma margem onde a tecnologia impera e dita novas regras. A globalização dos meios, das suas potencialidades e fatalidades. O advento de uma nova forma de terrorismo que forçou a sua redefinição.
Os ataques do dia 11 de Setembro foram, per si, uma revolução na forma de praticar o terror marcada, na sua plenitude, pelo ambiente digital e pelas transformações que este operou e permite. Uma revolução que mudou de armas, de meios, de tempo e de lugar, amplitude e natureza, desprezando quaisquer tipo de regras ou padrões de conduta.
A partir desse dia uma distinção tornou-se bem clara: estamos na presença de um novo tipo de terrorismo que opera e está perfeitamente inserido na era global em que nos encontramos. Um novo estilo que tira partido das potencialidades dos novos meios e técnicas de comunicação e tira partido das suas potencialidades.
Este novo tipo de terrorismo, antes de mais, diferencia-se no que diz respeito aos objectivos que persegue. Se antes as ambições eram marcadamente de carácter nacionalista e local, com ligação a um Estado; o 11 de Setembro revelou o carácter global dos actos praticados e dos alvos escolhidos e das ambições geo-políticas dos terroristas.
Estas novas organizações como a Al Qaeda tem o objectivo de reverter o centro do poder mundial. Segundo ele, um dos aspectos peculiares destas organizações reside no facto de praticarem um “modernismo anti-modernista”. Tiram o máximo partido dos novos meios de comunicação ao mesmo tempo que se esforçam e lutam por reverter a ordem mundial moderna, que, para eles é vista como ordem social corrupta que emana do Ocidente e que perdeu os principais valores morais que devem ter presença assegurada na sociedade.
Face ao novo leque de objectivos, também os meios utilizados se mostraram inovadores. O 11 de Setembro representou, métodos impiedosos e uma disponibilidade e preparação dos terroristas para utilizar quaisquer tipos de métodos. Sem limite de meios para alcançar os fins. Este facto faz com que tenha de ser feita uma distinção entre conceitos que, aparentemente, são indissociáveis: armas de destruição massiva e destruição massiva. O que os acontecimentos de 11 de Setembro nos mostraram foi que não são necessárias armas de destruição massiva para causar uma destruição massiva. Na verdade, a os próprios meios de comunicação e formas de deslocação que aproximam e fazem do mundo uma aldeia global, podem ser também, um meio poderoso de destruição, de afastamento e de provocar o medo. A sociedade Ocidental desenvolveu meios que este novo tipo de terrorismo utiliza como armas contra os seus próprios inventores.
Estamos na presença de um tipo de violência assimétrica, sem regras, extremamente simbólico e sem quaisquer fronteiras. Um tipo de terror que nasceu tomando partido das ferramentas que a Sociedade de Informação e da comunicação tem para oferecer e que sabe tirar partido das suas forças e fraquezas.
O 11 de Setembro deu um novo sentido ao conceito de aldeia global. Fez com que se desse o que Giddens designa de “everyday culture shock”. A consciência de que o contacto entre as diferentes culturas não é uma possibilidade mas um facto, não é algo distante mas constante no nosso dia-a-dia, de forma omnipresente. Uma realidade que exerce uma forte influência em tudo o que fazemos, nas nossas decisões, nas nossas vidas e na forma como a sociedade se organiza.
Neste contexto, os ataques de que foram alvo os EUA, Espanha, Indonésia ou Reino Unido não são um problema nacional de cada país. São um problema global, tal como a estrutura das organizações que os provocaram, a forma como o novo tipo de terrorismo se reveste e como deve ser arquitectada a forma de o combater.
A revolução digital forneceu os meios, o 11 de Setembro mostrou as suas (cruéis) potencialidades.
Face ao novo leque de objectivos, também os meios utilizados se mostraram inovadores. O 11 de Setembro representou, métodos impiedosos e uma disponibilidade e preparação dos terroristas para utilizar quaisquer tipos de métodos. Sem limite de meios para alcançar os fins. Este facto faz com que tenha de ser feita uma distinção entre conceitos que, aparentemente, são indissociáveis: armas de destruição massiva e destruição massiva. O que os acontecimentos de 11 de Setembro nos mostraram foi que não são necessárias armas de destruição massiva para causar uma destruição massiva. Na verdade, a os próprios meios de comunicação e formas de deslocação que aproximam e fazem do mundo uma aldeia global, podem ser também, um meio poderoso de destruição, de afastamento e de provocar o medo. A sociedade Ocidental desenvolveu meios que este novo tipo de terrorismo utiliza como armas contra os seus próprios inventores.
Estamos na presença de um tipo de violência assimétrica, sem regras, extremamente simbólico e sem quaisquer fronteiras. Um tipo de terror que nasceu tomando partido das ferramentas que a Sociedade de Informação e da comunicação tem para oferecer e que sabe tirar partido das suas forças e fraquezas.
O 11 de Setembro deu um novo sentido ao conceito de aldeia global. Fez com que se desse o que Giddens designa de “everyday culture shock”. A consciência de que o contacto entre as diferentes culturas não é uma possibilidade mas um facto, não é algo distante mas constante no nosso dia-a-dia, de forma omnipresente. Uma realidade que exerce uma forte influência em tudo o que fazemos, nas nossas decisões, nas nossas vidas e na forma como a sociedade se organiza.
Neste contexto, os ataques de que foram alvo os EUA, Espanha, Indonésia ou Reino Unido não são um problema nacional de cada país. São um problema global, tal como a estrutura das organizações que os provocaram, a forma como o novo tipo de terrorismo se reveste e como deve ser arquitectada a forma de o combater.
A revolução digital forneceu os meios, o 11 de Setembro mostrou as suas (cruéis) potencialidades.
